
Se existe verdade, mesmo que relativa, que se revele entre as palavras, que, jogadas ao vento, lavam a alma e libertam o pensamento.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Holy shit...

terça-feira, 22 de março de 2011
A insustentável leveza do ser...

Apesar do título....
...não vou falar do livro de Milan Kundera, não vou falar de literatura, nem de altas filosofias, que se não preenchem a alma, pelo menos deixam o copo meio cheio.
Sabe aqueles dias casansativos, nos quais você nem tem tempo de pensar sobre se está respirando ou não? Bom, hoje foi um desses dias.
Hoje foi uma dia daqueles em que não sei muito bem onde começa o meu pé e termina a minha cabeça, na verdade meu corpo quase não tem materialidade, é só a mente funcionando, ou melhor, mecanicamente funcionando. Não há criatividade. Atuo como um autômato.
Acordar, tomar banho, dirigir uma hora até o trabalho, dar aula, comer qualquer coisa correndo, corrigir prova, assistir seminários de alunos, corrigir mais provas, entregar resultados, ouvir reclamação de aluno... afff. Acabou. Enfim, chega a noite, e posso voltar para casa.
O que significa o retorno ao lar? Que espécie de mística existe nessa sensação de saciedade e salvação que nos ocorre quando voltamos pra casa? São perguntas que me faço, e não encontro respostas. Mas como disse em outro momento, há coisas das quais devemos abdicar o entendimento.
Nessa saciedade orgasmática, que advém de estar em casa, estar sozinha, apagar as luzes do quarto, deitar na cama, posso, finalmente, pensar em mim: nos limtes da minha materialidade, e deixar o imaterial fluir sobre a colcha de pensamentos.
É nesse momento que posso me sentir, por inteira, vida, cor, cheiro, sensações.
É criativo estar só. Ouvir meus pensamentos pulsantes, almejando a inserção no mundo, desejantes de evadir os limites do claustro cerebral.
E, ao desepejar meus pensamentos, posso experimentar um certo tipo de leveza que vem me obsedando continuamente... talvez pelo fato do peso que venho carregando há tanto tempo já...
"Na vida tenho muito que dançar para aguentar o peso, e parar de pensar no erro..."(OTTO)
Então, um pouco de leveza é dedicada àquela, que reconheço, então, ser a minha alma. Cedo-lhe um pouco da tranqüilidade ao encontrar-me segura entre as quatro paredes de meu quarto... o calmo sentimento de saber-se em casa.
Porém, até quando essa levaza poderá pairar sobre os meus suspiros????
Afinal, é insustentável a leveza do ser?
Meu caminho

segunda-feira, 21 de março de 2011
Sabendo de mim

terça-feira, 1 de março de 2011
Giving up

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Labirintos

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Confissões à minha alma

domingo, 20 de fevereiro de 2011
Em busca do meu eu zen

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Como se destrói uma ilusão...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Essa noite fez frio em minha alma...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Um anjo meu, uma noite minha, uma música nossa

terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Vingança?
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Inaudito

domingo, 9 de janeiro de 2011
Proud of me!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Aranha no meu céu

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
4 am

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Sob o sorriso do gato de Alice

No fim de tudo, veio a chuva, constante e tormentosa, escorregando entre ruas e vielas, recolhendo e juntando os cacos e restos da imensidão.
No fim de tudo, o sol se pôs costumeiramente e o vento gélido percorreu as espinhas dos caminhos devastados, causando arrepios finos na surpefície lamacenta deixada pela chuva.
No fim de tudo, o silêncio da nossa ausência ecoou retumbante por entre as ruinas do que outrora fora a nossa casa, nosso quarto, nossa cama.
No fim de tudo, não houve lamentos, só o calar-se perpétuo e perplexo dos incontáveis desejos e motivos jamais concretizados.
E, no fim de tudo, sobre nossos corpos decaídos, pairou o sorriso do gato de Alice.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Fernando Pessoa
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Ventos cambiantes

O olhar percorre vãos espaços desocupados! Romperam-se os diques das almas e a enxurrada de dúvidas inconfessas derrubou as ilusões que preenchiam as ruas tortuosas do devir. Muito embora nada disso seja novidade, não são as mesmas almas que se desgarram. E um olhar inusitado paira diante do espelho. Não há luto, não há dor.. apenas esse espaço vazio a se expandir pelas ruas, pelas almas - e ainda resta o deserto da noite para atravessar. Nenhuma culpa. Simplesmente já não há nada mais em que acreditar. Ou mesmo nunca houvera. O ácido que as entranhas corrói, outrora fora qual mel a perfumar os aposentos dos castelos de areia que se construíra. E agora, nos corredores desse castelo, ouve-se apenas os sussuros das desmedidas quimeras a rolar pelo chão indo de encontro ao mar.






