terça-feira, 5 de abril de 2011

À uma nota do lesbianismo.

Praticando o violão agorinha, me descobri fazendo uma sessão de análise comigo mesma, aliás isso é o que mais tenho feito ultimamente.  Fiquei viajando nos sons de cada uma das notas, enquanto praticava meu exercício para mão direita. E me descobri me deliciando com a vibração de uma notinha em particular… Bom, eu vejo o violão assim, seis cordas, em que metade delas é fêmea – agudas e a outra metade é macho – graves.  A mais aguda de todas, a primeira corda, é um tipo de fêmea alfa em opisção à mais grave, a sexta corda, – o macho alfa. Se fossem pessoas, eu diria que o macho alfa é aquele que pega todas, estraçalha o coração das gatinhas, um baladeiro de vozeirão. A fêmea alfa, assim como a nota, é mais fraquinha, mais doce, mais gentil, se fosse uma pessoa eu diría que era um protótipo de Amélia e todas as suas implicações na atualidade. As notas do meio de cada lado, a segunda e a quinta cordas, seriam, se fossem pessoas, aquele tipo irmão do meio, embora não chamem a atenção sobre si, possuem uma profundidade e uma resiliência que quem não os conhece não pode adivinhar; imagino que se fossem pessoas, seriam do tipo intelectuais centrados. Por fim, chegamos às notas do meio, a menos grave das agudas, e a menos aguda das mais graves. Extremos e opostos que se aproximam. A nota fêmea, a terceira dentre as agudas, se fosse uma mulher, seria uma pessoa forte, de personalidade, que não tivesse receio de ser grave, mesmo sendo aguda. Já a nota macho, a menos grave de todas, seria um homem sereno, feminino, generoso, e embora masculino, mais frágil e sensível. É justamente essa nota, essa maravilhosa notinha que me encanta, que me delicia quando com meus dedos a faço vibrar. E então, percebi que é mesmo assim na vida, os homens que amei são todos RE, a quarta corda, e os amei porque quando meus dedos os tocavam era um som agradável de se fazer vibrar. Pensando sobre mim, gosto de imaginar que seria a terceira corda, um SOL, mulher, mas grave. Mas o fato é, que nunca me interessei por homem nenhum que não fosse RE, e é justamente pela minha atração pela quarta corda que digo: estive à uma nota do lesbianismo. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Traveling

Hoje decidi que uma vez por semana eu vou estudar sobre algum lugar no mundo que eu deseje visitar. Sempre gostei de viajar, da idéia de conhecer outras paisagens, outras culturas, enfim, me maravilhar com as diferenças e diversidades desse mundo louco. Por isso, hoje inicio a minha rota de viagem,  pois se um dia não for a esses lugares, já terei ido em pensamento.... 

Começo a minha jornada por Timbuktu


Mas porque começar por essa cidade estranha e tão desconhecida e não, por exemplo, por Paris? Bem, a primeira vez que ouvi falar de Timbuktu foi num documentário da National Geographic Channel que tratava das conquistas de Gêngis Khan, e uma delas foi a cidade de Timbuktu, que ficava às margens do Rio Niger, na África (para quem não sabe onde fica o rio Niger). Enfim, não sei porque sempre me interessei por Gêngis Khan, é um personagem histórico que me intriga. E acabei descobrindo a destruição que ele promoveu em Timbuktu, inclusive deixando para trás a destruição de uma das mais importantes bibliotecas da época, cujas ruínas, ainda hoje podem ser visitadas. Óbvio que aí está a minha motivação para querer conhecer justo essa cidade fora das rotas. Mas tem mais uma motivação, menos importante talvez: o primeiro conto que eu escrevi tem uma história de um cego que perambula pelas ruínas no deserto de Timbuktu... tenho curiosidade de saber se aquilo que eu imaginei está por lá...  E quando penso em Timbuktu, posso sentir o cheiro, a textura das pedras, a areia volátil que paira no ar... Enfim, não sei porque mas ela já está dentro de mim!!!


*Timbuktu foi fundada por volta de 1100 na proximidade com o Rio Níger, com o propósito de servir as caravanas que traziam sal das minas do deserto do Saara para trocar por ouro e escravos, trazidos do sul por aquele rio. Em 1330, Timbuktu era parte do Império do Mali, que controlava o negócio do sal por ouro em toda a região, estando ligada a Yenné através do comércio do sal, cereais e ouro, e a sua função comercial é acompanhada de uma função militar. Dois séculos mais tarde, Timbuktu atingiu o seu auge, governada pelo Império Songhay, tornando-se uma importante cidade universitária e a capital religiosa dos finais da dinastia Mandingo Askia (1493-1591). Timbuktu, que foi habitada por muçulmanos, cristãos e judeus durante centenas de anos, foi sempre um centro de tolerância religiosa e racial. As culturas locais - songhai, tuaregue, árabe e moura – misturaram-se, mas conservaram as suas distintas tradições. O seu apogeu chegou ao fim no século XVI, quando o exército marroquino destruiu o Império Songhay. O domínio do comércio com África pelos navegadores europeus foi mais uma razão para o declínio de Timbuktu.

domingo, 3 de abril de 2011

O que sei e o que desconheço

Hoje eu estava vendo um filme, do mesmo diretor de Princesas - Fernando León. O título do filme é Amador. Muito bom, por sinal. Mas não quero falar do filme não, quero falar sobre uma frase do personagem título, que me despertou interesse sobremaneira. Ele disse mais ou menos assim "A vida é como um quebra-cabeças, ao nascer nos dão todas as peças, e encaixá-las no devido lugar é a nossa missão." Deixando de lado o aspecto metafísico ou mesmo metanóico, essa frase me fez pensar sobre aquilo que sabemos e aquilo que desconhecemos. A mim sempre me pareceu que o nosso aprendizado das coisas era a aquisição de um conhecimento externo, sobre algo que estava fora de nós. Contudo, hoje fico me perguntando se de fato nós já não sabemos tudo o que precisamos saber? Me questiono se o que importa não seria fazer as escolhas certas, buscar as informações relevantes, para que possamos relembrar aquilo que já sabíamos e julgávamos desconhecer? Vejam os meus alunos, por exemplo: quando eu faço uma pergunta que lhes obriga a pensar sozinhos e deduzir uma resposta, em geral um, dois ou três chegam ao lugar esperado, o restante - mudo e alheio - não me fornece qualquer pista de compreensão. Seriam então uns indivíduos mais capazes que outros, uns mais inteligentes que outros? Bom, eu não creio nisso, eu acho que temos basicamente as mesmas capacidades cognitivas. Então o que nos difere uns dos outros??? Eu acredito que seja a informação. Para raciocinar, é preciso saber fazer deduções e estabelecer relações, e para isso precisamos ter informações que nos permitam relacionar e deduzir. Assim, me parece que aqueles que possuem mais informação podem chegar mais rapidamente a deduções e relações próximas daquilo que se espera, uma aproximação do que seja real ou verdadeiro. Então, chegamos à seguinte questão, como sermos suficientemente informados para compreender coisas tão subjetivas quanto  a vida, o amor, a morte, o medo,  a fé, Deus???? Enfim, todas as coisas que motivam a nossa existência??? Pensando nas questões científicas e sociais creio que essas informações podem ser adquiridas de duas formas: ou de uma vivência intensa ou de  leituras constantes. Não creio que possamos viver intensamente todas as coisas que precisamos entender, caso assim fosse, para compreender a morte, todos teríamos que cometer suicídio.  Infelizmente a conclusão a que chego é que quem lê menos, pensa menos. E pensar menos é um merda!!!! Quem passa a vida sem pensar, pode até ser mais feliz, mas nunca será aquilo que deveria ter sido. Bom, isso é o que eu acho. 

quinta-feira, 31 de março de 2011

DEFINICIÓN DEL AMOR - Lope de Vega (XVI)







Desmayarse, atreverse, estar furioso,  
aspero, tierno, liberal, esquivo,  
alentado, mortal, difunto, vivo,  
leal, traidor, cobarde y animoso; 
no hallar fuera del bien, centro y reposo,  
mostrarse alegre, triste, humilde, altivo,  
enojado, valiente, fugitivo,  
satisfecho, ofendido, receloso; 
huir el rostro al claro desengano,  
beber veneno por licor suave,  
olvidar el provecho, amar el dano, 
creer que un cielo en un infierno cabe,  
dar la vida y el alma a un desengano,  
esto es amor; quien lo probo, lo sabe. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

"Vou não, quero não, posso não..."





Toda vez que meus pensamentos me sugam e me transportam para um passado que não volta mais, ou para um futuro que poderá nunca existir, me pego cantando "vou não, quero não, posso não..." e caio na risada. Isso me faz lembrar da minha promessa de me esforçar para viver no presente, deixar de lado os pensamentos tolos e me concentrar naquilo que posso fazer por mim. O que posso fazer hoje, aqui e agora, para me dar paz, conforto, amor e compaixão. Não falo de pena, piedade ou auto-comiseração, mas sim de compaixão.Poder me olhar com meus tantos defeitos, minha fraqueza, minha vulnerabilidade, minhas incertezas, e ter compaixão por esse ser humano que sou, e enfim tentar ter orgulho de mim por estar tentando, me esforçando com sinceridade, ser uma pessoa melhor. Afinal a vida é isso: ou a gente se fode ou se fode. Por isso, toda vez que o passado ou futuro incerto me chamar, eu vou continuar cantando: "Vou não, quero não, posso não..." kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

terça-feira, 29 de março de 2011

Death

Em busca da compreensão de mim mesma, tenho investigado o que sou e o que faço de mim  continuamente. E devo confessar que não é sem dor que passo por esse processo. Contudo, admito também uma imensa gratidão, por ver que muito embora eu não tenha muitas respostas definitivas, inúmeras pistas vem se revelando diante dos meus olhos, da minha mente, do meu coração... diante de qualquer parte de mim em que uma centelha de compreensão possa reluzir. A pista mais recente que tive é que muito do que sou é motivado por um medo insano da morte. Nunca gostei de falar da morte e sempre achei que eu não teria medo de morrer. Contudo, tentando entender porque eu sou uma das pessoas mais ansiosas que eu conheço, cheguei a conclusão de que eu na verdade procurava viver tudo com a maior intensidade possível, tudo o mais urgente possível, sem ter calma para esperar, sem ter paz para deixar que as coisas transcorressem seu curso natural. Esse desejo insano pelo prazer imediato, nada mas era do que o medo de morrer e de não ter vivido os prazeres que a vida me podia proporcionar. O medo da morte continua, mas tento, como todas as minhas forças possíveis deixar de ser refém desse medo... e ter paz.. paz.. paciência: a ciência de gerar a paz dentro de mim!!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

like sex!!

Minhas pernas estão bambas, meu copo treme todo por dentro. E uma onda de satisfação imensa ao saber que ainda sou capaz de provocar essas reações. Meu corpo correspondeu aos estímulos, os músculos gritando: "ainda estamos aqui por você"!!! E me sinto bem como não me sentia em anos: fórmula da felicidade: musculação. Quase tão bom quanto sexo!!!

domingo, 27 de março de 2011

Lost and found

Quando você não sabe o que fazer, 
não faça nada, espere até saber.
Quando você não sabe o que dizer, 
não diga nada até ter algo 
que valha a pena ser dito.

sexta-feira, 25 de março de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

O que poderia ter sido...


Caye em Princesas
“É estranha a saudade não é? Porque não é uma coisa má em si. Quer dizer que já vivemos coisas boas de que sentimos falta. Eu, por exemplo, não sinto saudades de nada, pois nada de bom se passou que merecesse ser lembrado. Isso sim que é foda! Podemos sentir saudades de algo que ainda não aconteceu? Porque às vezes é o que sinto. Eu imagino como seriam as coisas… E me sinto triste quando me lembro de como as coisas seriam boas… porque seriam preciosas, sério… muito preciosas… E quando me dou conta de que elas ainda não aconteceram… que podem nunca acontecer.. me ponho muito triste, mas muito triste tia.”

Holy shit...


“Haverá um dia, algum dia qualquer. Nesse dia tudo será bom, encontrarás as pessoas que queres ver, comerás a comida que mais gostas, e tudo o que acontece é o que querias que acontecesse. Se ligas o rádio, estará tocando tua música favorita, (...) Isso só acontece apenas uma vez na vida, por isso tens que estar preparado. É como um desvio, como quando estás dirigindo para um lugar e te distrais, e quando vês pegou o caminho errado e já não podes voltar atrás. Esse dia é assim: um desvio! E é muito importante, porque podes escolher por onde seguir seu caminho: se por esse caminho ou por outro que não é bom! Por isso temos que estar muito atentos. Porque existem muito poucas coisas boas na vida. E se tu as perde porque passam desapercebidas, ou tu estás pensando em outra coisa, seria uma merda! Uma merda completa!”


Trecho do filme "Princesas", de Fernando León

terça-feira, 22 de março de 2011

A insustentável leveza do ser...


Apesar do título....

...não vou falar do livro de Milan Kundera, não vou falar de literatura, nem de altas filosofias, que se não preenchem a alma, pelo menos deixam o copo meio cheio.

Sabe aqueles dias casansativos, nos quais você nem tem tempo de pensar sobre se está respirando ou não? Bom, hoje foi um desses dias.

Hoje foi uma dia daqueles em que não sei muito bem onde começa o meu pé e termina a minha cabeça, na verdade meu corpo quase não tem materialidade, é só a mente funcionando, ou melhor, mecanicamente funcionando. Não há criatividade. Atuo como um autômato.

Acordar, tomar banho, dirigir uma hora até o trabalho, dar aula, comer qualquer coisa correndo, corrigir prova, assistir seminários de alunos, corrigir mais provas, entregar resultados, ouvir reclamação de aluno... afff. Acabou. Enfim, chega a noite, e posso voltar para casa.

O que significa o retorno ao lar? Que espécie de mística existe nessa sensação de saciedade e salvação que nos ocorre quando voltamos pra casa? São perguntas que me faço, e não encontro respostas. Mas como disse em outro momento, há coisas das quais devemos abdicar o entendimento.

Nessa saciedade orgasmática, que advém de estar em casa, estar sozinha, apagar as luzes do quarto, deitar na cama, posso, finalmente, pensar em mim: nos limtes da minha materialidade, e deixar o imaterial fluir sobre a colcha de pensamentos.

É nesse momento que posso me sentir, por inteira, vida, cor, cheiro, sensações.

É criativo estar só. Ouvir meus pensamentos pulsantes, almejando a inserção no mundo, desejantes de evadir os limites do claustro cerebral.

E, ao desepejar meus pensamentos, posso experimentar um certo tipo de leveza que vem me obsedando continuamente... talvez pelo fato do peso que venho carregando há tanto tempo já...
"Na vida tenho muito que dançar para aguentar o peso, e parar de pensar no erro..."(OTTO)

Então, um pouco de leveza é dedicada àquela, que reconheço, então, ser a minha alma. Cedo-lhe um pouco da tranqüilidade ao encontrar-me segura entre as quatro paredes de meu quarto... o calmo sentimento de saber-se em casa.

Porém, até quando essa levaza poderá pairar sobre os meus suspiros????

Afinal, é insustentável a leveza do ser?

Meu caminho


Andei me perguntando o que importa na vida? E definitivamente nem cheguei perto da resposta. Mas já descobri que algumas coisas não importam. Uma delas é o dinheiro, esse com certeza não importa, pode trazer conforto, mas o conforto, por sua vez , só nos faz não abrir os olhos para o que realmente tem valor. Assim também o poder não importa, pois na verdade o poder só oprime os outros e nos faz ser menos amados, pois quem nos teme pelo poder que possuímos, jamais poderá nos amar. O reconhecimento profissional sem um prazer sincero naquilo que se faz também não importa. Pois na verdade a opinião dos outros sobre nós não importa quase nada, se nós mesmos não sabemos quem somos, e acabamos sendo aquilo que os outros esperam que a gente seja. Tenho certeza de que muitos outros chegaram a essas conclusões antes de mim, mas mesmo que a gente leia ou escute alguém dizer isso, não há como saber – no sentido de ter apreendido isso dentro de si - sem chegar a essas questões por nós mesmos. Ainda temos tanto a aprender e pensar sobre isso me consola e me traz paz para continuar buscando as respostas todos os dias.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sabendo de mim


Hoje, pela primeira vez na minha vida, abri mão de uma história de amor. Abri mão, não porque o cara não fosse legal, bonito, interessante, essencialmente bom... mas sim porque eu percebi que o estava usando, como já fiz com outras pessoas tantas vezes... usando para fugir de mim mesma, de me conhecer, de me entender, de me encontrar. Ao longo dos anos eu me vi, me apagando, me impedindo de ser quem sou, para ser o que os meus amores queriam que eu fosse. Já fui uma intelectual viciada em livros e estudo, já fui uma crupppie de banda de rock-pop baiano, já fui uma gammer, já fui uma surfista... mas nunca fui eu mesma. E justamente porque preciso descobrir quem eu sou, é que preciso estar sozinha. É preciso suportar qualquer dor que o momento me traga. É preciso encontrar a razão de ser, sentir e viver. E mesmo que eu não encontre as respostas, é meu sentido estar viva e ir em busca dessa compreensão. Pode ser que seja um chamado do divino, da espiritualidade, pode ser que seja só eu tentando achar a minha paz. Mas a verdade é que mesmo na dor, eu consigo ter orgulho de mim mesma, e ver a beleza do que estou vivendo. Sei que todos somos especiais nessa vida, cada um constrói o seu caminho, e o meu caminho não é o mesmo de ninguém. Mas o meu caminho é meu, e por ele eu quero passar... ir até o fim, para ser plena e realizar aquilo que me cabe nessa caminhada.

terça-feira, 1 de março de 2011

Giving up


Desisto!!! É impossível compreender os seres humanos. Quando estamos diante de uma pessoa que parece nos conhecer melhor que qualquer um, e diante delas despimos nossas roupas, nos despojamos de nossas máscaras e nos expomos, nus, cheios de verdade em nossos olhos, esperamos, pelo menos, respeito pela nossa entrega. É incompreensível encontrar nessa pessoa, a mudez, a indiferença. É como se nós nem tivéssemos existido, muito menos tivéssemos lhe demonstrado um pedaço tão imenso de nossas almas. E eu fico aqui a me perguntar, como alguém que viu a minha alma tão de perto, pode simplesmente não mais me enxergar???

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Labirintos

"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
Nesse caso, pouco importa o caminho que sigas - replicou o gato."
(Lewis Carroll)
Cada um tem dentro de si labirintos... e neles muitas vezes nos perdemos sem mesmo saber que estamos perdidos, às vezes o caminho parece limpo, seguro e iluminado, indicando que estamos perto da saída, qual nada, de repente nos deparamos com uma parede imensa, que nos sufoca e aprisiona - fugir se torna imperativo. Às vezes o caminhar lento por entre as veredas é tão sereno e calmo que tudo o que desejamos é simplesmente continuar caminhando. Mas novamente não há mais caminho, outro muro se impõe, e não há nada que possamos fazer senão recuar, silenciosamente, e recomeçar a busca insistente pela saída. Mas o que na verdade acabei de descobrir, é que não existem saídas, o nosso destino é esse mesmo, perambular entre os nossos próprios labirintos, apenas vivendo, sentindo, crescendo e morrendo a cada muro com o qual nos deparamos. Essa é a beleza de estarmos vivos: morrer um pouco todos os dias, para renascer na plenitude do dia seguinte.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011


finges dormir
para que a dor não deixe rastro no sangue.
(al berto)

Confissões à minha alma



Adia, I do believe I failed you.
Adia, I know I let you down.
Don't you know I tried so hard
To love you in my way?
It's easy let it go...

Adia, I'm empty since you left me.
Trying to find a way to carry on,
I search myself and everyone
To see where we went wrong.

'Cause there's no one left to finger,
There's no one here to blame,
There's no one left to talk to, honey,
And there ain't no one to buy our innocence.
'Cause we are born innocent.
Believe me, Adia, we are still innocent.
It's easy, we all falter...
Does it matter?

Adia, I thought that we could make it
But I know I can't change the way you feel.
I leave you with your misery,
A friend who won't betray.
I pull you from your tower,
I take away your pain,
And show you all the beauty you possess.
If you'd only let yourself believe that

We are born innocent.
Believe me, Adia, we are still innocent.
It's easy, we all falter...
Does it matter?
Believe me, Adia, we are still innocent
'Cause we are born innocent,
Adia, we are still innocent.
It's easy, we all falter...
But does it matter?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Em busca do meu eu zen


Quando estamos completamente sozinhos, no escuro do quarto e somente nossos pensamentos nos movem em direções tão distintas, é preciso aprender a calar os pensamentos. Não pensar é tudo o que precisamos aprender. O inferno não são os outros, somos nós mesmos. A nossa paz e a nossa felicidade não depende de ninguém a não ser de nós mesmos. Devemos nos mover em direção a isso e não deixar que nada nem ninguém nos impeça de encontrar a paz que dentro de nós anseia em se libertar. É preciso se libertar de qualquer culpa, de qualquer receio, e deixar o ar preencher os pulmões de forma branda e sentir a vida que lateja dentro de nós.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Como se destrói uma ilusão...























Em meu peito, já dorido de causas muito alheias à vontade íntima, plantaste uma ilusão. Tão pequenina, que até mesmo parecia inofensiva. Disseste de sentimentos, disseste de paixão. Florida e perfumada ilusão que em mim plantaste, lentamente se agigantou, entre sorrisos e palavras, músicas e imagens. Passou a vibrar em meu sentir, essa ilusão tão desejada, de ser o espelho que projeta o melhor de si e do outro. Agora com amargor tu te afastas e agora posso ver o que a princípio não percebi. "Tu partirias tal como chegaste uma tarde para alentar meu coração mergulhado na profundidade de um desencanto." Regala-te agora com meu pranto, que derramo com toda a doçura do meu coração. Pois pranto mais sincero talvez jamais sejas capaz de despertar.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Essa noite fez frio em minha alma...


Quando algo me deixa triste é como se um vento gélido percorresse meus aposentos e, entrando pelos meus poros, se instalasse no centro de tudo o que sou, de tudo o que almejo. O frio se instala e congela os meus sonhos. Já ouviram aquela expressão "um balde de água fria", é como se eu tivesse sido diminuída e jogada num balde de água congelante, ali tudo adormece, nada respira, só o oco do silêncio submerso me circunda. Se torna até mesmo inútil chorar, pois as lágrimas pretendidas se petrificam diante dos olhos, sem permissão para serem derramadas!!! E eu suplicante tento gritar: "por favor frio, me deixe chorar!!!!"

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Um anjo meu, uma noite minha, uma música nossa


Ao ouvir um som distante, ela achou que era o vento que murmurava pelos descaminhos perdidos de seus sonhos. Então, aquela música foi lhe chegando suavemente, lhe invadindo todos os espaços de seu corpo e de sua mente. Alguém, em um outro mundo distante, compunha melodias e riscava as notas sobre a sua pele de marfim. E nessa noite, como nenhuma assim vivida antes, ela sentiu um desejo impetuoso de viver e fazer viver todas as infindas possibilidades oferecidas por aquelas melodias. Em seus sonhos e delírios, ela desejou ardentemente que ele e sua música a invadissem, por noites infinitas... Então ela sentiu seu corpo ser sacudido por um frêmito anseio de poder compreender aquele sentimento de gratidão, e um impulso confuso e inexplicável a fez desejar poder retribuir a sem tamanha beleza que lhe fazia derramar compulsivamente lágrimas de desejo. Desejo de tudo o que pode ser... desejo de um outro tempo em que somente o belo, o gentil e idílico poderiam existir. Desejo dele!!!